sei que não é pertinente, mas simbolicamente relevante sem dúvida para quem apreciar marcos e essas tretas todas…
dei comigo com muito mais de mil ’páginas’ aqui diariamente publicadas, não deixa de ser impressionante; entre os mais fúteis disparates e as confissões sobre mim mais inconvenientes, já escrevi de tudo
sempre em mutação, adaptando-se às mudanças da minha consciência (sim, pode parecer que não, pois por pudor escondo-a, mas possuo tal tormenta)
como EU
oscilando entre um estilo mais comedido e outro absolutamente extravagante
o que planeara durar 1 mês, na melhor das hipóteses de então [seria como um testamento biográfico online (um ténue resíduo da minha vinda a este mundo que não consigo considerar como meu), caso tivesse coragem e cumprido o meu antigo intento de partir aos 30 ~ odiei desde cedo a ideia de envelhecer, para mais sabendo, por ser insustentável ficar sozinho pois dependo literalmente sempre dalguém para tudo o que é essencial à minha sobrevivência, que tipo de destino provavelmente terei quando for um pouco mais velho... não adianta vir com ilusões cor-de-rosa, desde que penso que sei que se chegar até aí será num lar o meu fim, daí este subtil «death wish» entranhado em mim e que por vezes sobressai nas loucuras a que me proponho ~> não procuro simpatia, só que compreendam donde vem esta minha ávida busca por acima de tudo o Prazer ~ ; claro que, se tivesse tido coragem para tal feito de derradeiro hedonismo, ironicamente não teria vivido todas as novas e maravilhosas experiências que depois como jamais antes tive a oportunidade de realizar e que muito me satisfizeram / encantaram, porém ter-me-ia igualmente poupado a tantas dolorosas perdas e depressivas desilusões que desde esse dia sofri] , dura faz quase 3 anos
em que os textos mais herméticos são porventura os mais sinceros, pois é uma luta constante para conservar o fundamento original, que pretende emular um diário pessoal privado, com a sua ~ sempre também pretendida ~ natureza cada vez mais pública e divulgada ~> tinha que complicar, não podia fazer uma coisa simples… não, que ideia!, tinha logo que criar algo paradoxal (pois no fundo é assim que percebo o Universo, numa constante dialéctica bi-polar; é assim que me vejo a mim: aquele nascido de Ianvs)
por vezes arrependo-me do que ficou atrás escrito
no entanto auto comprometi-me a nunca apagar nada
preocupo-me mais com a privacidade de quem me cerca, e tenho-me apercebido que sem pensar diversas vezes a quebrei sem autorização expressa (isto porque escrevia arrogante, sem ter em consideração quem me pudesse ler, até que me alertaram para isso, e então perdi toda a inocência inicial de que agora me culpo por tê-la uma vez mais permitido florescer em mim), o que me levou a uma maior censura da minha parte naquilo que aqui digo
ora isso contradiz a liberdade catártica que pretendia para este blogue, e leva-me a criar artigos cada vez mais superficiais, desprovidos de qualquer interesse em serem lidos ou sequer escritos (tornando-os numa obrigação e não no prazer que lhes seria devido)
o que me leva a tornar a ponderar a sua continuação ou não, até porque ao fim de tanto tempo já só resta para contar de mim o relato tendencialmente repetitivo do dia-a-dia, e para morrer de tédio frente a um ecrã mais vale ver as telenovelas da TVI (ai que má língua que sou) ehe !
estou ciente de que ainda falta mais dum mês para o fim do ano, todavia, não tendo mais nenhuns planos em vista por enquanto (pelo menos que sejam concretos) e nada de interessante sobre o que escrever hoje, sinto-me em modo de fim de ciclo, o que implica reflexões e conclusões
sem dúvida que no somatório geral 2011 tem sido muito bom para mim (se fosse pior do que 2010, teria já cortado os pulsos; masoquista, mas não tanto assim ihih); tirando alguns inevitáveis (pois os haverá sempre) pontos baixos, uns derivados de contingências exteriores, sendo que o pior e mais marcante quiçá mesmo o mais relevante (segundo a minha classificação interna) foi motivado por mim próprio e a incapacidade que tenho de me manter racional quando feliz o que cria uma conduta directa entre os disparates (muitas vezes inocentes, por arrogante não levar os sentimentos dos outros em consideração) que penso e aquilo que digo com depois consequências imprevisivelmente catastróficas; à parte disso também tive uns periquelitantes ameaços cupídicos que consegui disfarçar bem sublimando-os depois como é o meu uso, afortunadamente ajudado pela força das circunstâncias… mas o importante a reter é que foi tudo superado pelo melhor, e contribuiu até para o meu auto aperfeiçoamento (são os erros que me esculpem e refinam, não os sucessos)
abri-me de novo ao mundo, desta vez sem o peso da Emoção a atrapalhar, num acto consentido de puro Hedonismo, cujo impulso de leveza permitiu-me quebrar alguns dos velhos auto preconceitos que ainda me amarram ao meu trono férreo (podem parecer coisas insignificantes ~ como deixar que amigos me dêem comida ou por exemplo levem-me ao WC ~ no entanto são grandes passos que me fazem descer de meu altar orgulhoso para comungar com quem mais estimo)
sobretudo conheci novas pessoas interessantes e creio ter reforçado algumas amizades (embora infelizmente é possível que por ainda não ser ubíquo talvez tenha descurado outras em demasia), sai com amigos, tive experiências inéditas (como ir ao estádio ver o SLB jogar, e a um casamento a Coimbra apenas na companhia de queridos ~ ok é lamechas, que se lixe!, o ‘diário’ é meu e escrevo o que EU quiser ~ colegas da faculdade), e pude finalmente cultivar a minha tão querida boémia ~ e anteriormente sempre táo negligenciada ~ de índole nocturna
claro que não fiz tudo o que queria (até porque já me habituei à ideia de que alguns dos meus desejos são cronicamente irrealizáveis, não faz parte da minha natureza obtê-los ~> sou excelente a auto convencer-me que as minhas falhas pessoais me tornam superior aos demais ehe não tenho remédio), porém já o disse antes e repito que se fizesse tudo agora depois aborrecer-me-ia de tédio para o resto da vida… e ainda falta 2012, a ver no que isso vai dar
apetecia-me fazer algo ainda mais diferente, mais extravagante, para mim mais radical… EU que nunca fui de grandes viagens, apetece-me agora viajar para terras distantes (a ‘sorte’ é que ninguém é suficientemente louco que diga que sim a me acompanhar neste meu mais recente devaneio)
~
até amanhã
~> Olsa (entre outras personas minhas mais sombrias) ultimamente tem saído também mais da sua concha obscura, além disso foi um ano bastante produtivo para si com o remate de vários textos há muito começados
passei o dia a rodopiar na minha sala (agora remodelada)
é esse também o mal de ir de férias, certas tarefas ninguém as faz por mim e vão-se amontoando os papéis e os prazos até ao meu regresso (daí que tenha passado a preferir tirá-las curtinhas … depois canso-me menos a compensar ehe)
mesmo tendo ficado pouco tempo em casa, só hoje é que consegui acabar de despachar tudo o que tinha em espera
ainda sobre a outra noite na ‘Expo’, a seguir ao concerto encontrei-me com um grupo de amigos e fomos procurar um bar onde passar um bocado, então após andarmos um pouco eles acabaram por escolher o REPÚBLICA (sem que EU interferisse nisso), que por coincidência é o sítio a que geralmente vou aquando das minhas raras noites no Parque Das Nações
pode-se até dizer que pelo hábito ganhei-lhe uma certa estima secreta, elegendo-o como o meu favorito
tanto que há anos atrás fiz nele a minha primeira festa de aniversário fora de casa e da família (experiência tímida e caótica ~ pois tentei juntar várias pessoas, e sendo EU na altura socialmente ainda mais tacanho do que sou agora esqueci-me de as apresentar umas às outras ficando cada uma no seu cantinho ~, mas marginalmente positiva, que nunca cheguei a repetir, pelo menos nos mesmos moldes e com tantos convidados, ora por preguiça ora porque não calhou ~> no entanto para o ano gostaria de fazer algo em grande, não sei exactamente o quê)
todavia olhando agora para trás essa foi uma das primeiras rachas que abri no casulo antissocial em que escolhi fechar-me do mundo embora de sorriso sempre simpático durante décadas a fio, por puro comodismo insuflado por auto preconceitos (que, se bem que mais atenuados, continuam a vigorar na minha mente perturbada… muito mais até quiçá do que nas cabeças dos outros)
pois ao contrário do que usualmente acontece com quem desabrocha tardiamente nem sequer foi na faculdade que se precipitou tal emancipação social de/em mim, e sim curiosamente quando comecei a trabalhar ~> o que só reforça as minhas convicções teóricas sobre a importância do vector socializante no factor TRABALHO, e o meu desapreço pelo teletrabalho como via preferencial de integração das populações com maiores desvantagens físicas na sociedade
é pá ! sou mesmo brilhante (ou então completamente alucinado) : começo a falar de bares, e acabo a recitar teorias sócio-económicas, já para não falar pelo meio das minhas memórias
fui hoje fazer a minha já tradicional consulta de limpeza dentária
mas não é isso que me motiva desta vez a escrita, e sim o ter encontrado lá por acaso inúmeras pessoas que conheço a vários níveis, incluindo a minha amiga do concerto de SCORPIONS
sempre que isso acontece lembro-me de quando fui com a Gabi ao Rock In Rio Lisboa (episódio que julgo já ter referido aqui), a dada altura após termos encontrado diversos conhecimentos meus a cada passeio que por lá dávamos ela volta-se para mim e diz: afinal esta gente toda veio ver guns’n roses ou ver-te a ti?!
claro que quem não sabe destes contextos e avalia certas atitudes minhas, poderá erroneamente considerar-me ligeiramente egocêntricoihih mas claro não é culpa minha e sim do Universo que insiste em rodar em redor de mim
ontem à noite na RTP2 por mero acaso consegui ver pela primeira vez O LABIRINTO DO FAUNO
duas narrativas que ocorrem quase sem se tocarem excepto de forma mais evidente nos momentos finais, uma num mundo de fantasia duma menina de imaginação fértil e outra no violento rescaldo da Guerra de Espanha
aquilo que mais me impressionou, para além da óbvia beleza e criatividade do filme, foi a incapacidade que tive em decidir sobre quais eram os piores monstros, se os fantásticos ou se os humanos
no fundo, os mitos são nada mais do que espelhos avatáricos da natureza humana e seus sonhos, daí a sua paixão e crueldade que continua a encantar eons após eons de gerações e atravessando inúmeras civilizações
é por isso que para melhor compreender um dado fenómeno humano EU prefira um bom conto de fadas a um bem detalhado relatório ‘social’
mais uma vez desafiando as piores previsões (até meteorológicas), ontem revelou-se outra noite espectacular, ainda por cima sob os auspício da Lua Cheia
o concerto de SCORPIONS foi bacano (em especial na sua recta final), assim como o convívio depois pelo Parque Das Nações com os meus amigos, embora com uns tenha sido apenas um ‘olá’ curtinho mais rápido do que EU desejava… mas é assim a vida, e há que sempre respeitar os tempos dos outros
todavia para ser absolutamente sincero aquilo de que mais gostei e que me comoveu foi o ter encontrado inesperadamente lá uma minha amiga de infância (colega de escola no Centro do Lumiar, e depois minha parceira de BOCCIA com a qual ganhei vários troféus no auge da nossa época, entre os quais o bi-campeonato Nacional de Pares «em calhas» ~ não, não vou explicar, de novo ~ no Porto, contra a equipa da casa, um dos momentos históricos da minha biografia que mais gozo me deu e que muito estimo pessoalmente) que não via há mais dum ano
ADOREI revê-la (e em simultâneo aproveitei para estacionar-me ao lado dela, que só por acaso era o melhor lugar ~ e inexplicavelmente vago ~ de toda a bancada “def”, no Pavilhão Atlântico)
amalgamando todo o seu simbolismo numa linha coerente, ele é o melhor representativo da Fénix, o poder que se regenera ininterrupto de si próprio através do fogo da sua paixão
o rodar do Universo na promessa dum novo ciclo
sendo o fogo o seu elemento, é também o Escorpião o seu avatar (signo que me é muito querido, por ser o do meu irmão e o complementar de Aquário: as duas faces da moeda, não há fogo sem ar, e é o ar quente que sobe aos céus ~> a paixão reunida à imaginação, a simbiose perfeita para a criação), e estando actualmente a meio do período escorpiano anual não há melhor forma de comemorar este raro padrão de acontecimentos simbólicos que se formou do que indo esta noite com amigos ao concerto de SCORPIONS
por vezes encaixa-se tudo de forma tão perfeita que seria minimalista chamar isso de mera coincidênciaso… let there be ROCK|m|,baby
~
até amanhã
~> claro que sei que terei que pagar com o meu carma este bom momento que ando a viver (e já comecei os pagamentos, como quando hoje de súbito a meio desta manhã me deu uma dor de barriga tal que tive pela primeira vez em 6 anos e picos que pedir ao senhor segurança para me levar ao WC enquanto o meu pai para quem telefonara não chegava a Alcântara), mas já estou habituado a recompensar a minha sorte com azares e nem algo diferente esperaria, portanto… que se lixe! (~> só espero é que esta revolta nas tripas não me impeça de gozar a noite e a hipótese de rever pessoas queridas, sobretudo aquelas com quem não estou faz meses… sem desfazer claro nas restantes porém há prioridades cronológicas nas saudades ihih)
o mal nas mini férias é que há 2 dias atrás havia começado a fazer a transição bio-rítmica do horário diurno funcional para o meu nocturno natural, e hoje PUMBA tive que vir trabalhar… quase a horas que antes adormecia (cheguei ainda nem 7h30 eram) ~> a própria Lisboa dormia sob o nevoeira, como anunciando o meu retorno às suas entranhas (que me purificam do ócio auto negligente a que com gosto entrego sem cuidado o corpo na outra margem)
ontem, mesmo deitando-me relativamente cedo, não consegui adormecer, tão desperto que estava até (julgo) perto da madrugada
virei-me, destapei-me, tapei-me, revirei-me; escrevi na minha imaginação poemas e ensaios entre os lençóis, recordei conversas que nunca tive, ponderei vidas alternativas acaso tivesse ousado escolher outras opções… admitido ao menos as minhas inefáveis confissões
o pior da insónia na cama é ter que nela ficar preso, não podendo fugir ao austero julgamento dos meus pensamentos, coisa frustrante que muito me cansa
mais do que tudo o Prazer que procuro é nem que seja por momentos poder anestesiar-me de mim (calar as vozes cá dentro, numa distracção qualquer)
~
até amanhã
~> é curioso!, sempre que me ausento por um tempo um pouco mais demorado dalgum lado ou dalguém o Universo como uma criança traquina parece logo aproveitar a oportunidade nesse espaço deixado vago para tender em direcção ao Caos desorganizando tudo o que com a minha presença havia deixado devidamente arrumado
parecerá redundante, mas enquanto rodava pela rua nublada pus-me a meditar sobre o quão desvalorizo heróis de motivos meramente heróicos
acho-os simplificados demais (sem traumas que me cativem, e com eles produzam em mim alguma forma de empatia ~> condição fundamental para os tornar credíveis, seja ela positiva ou negativa, no receptor da narrativa; é a minha opinião, discorde quem quiser !)
as minhas personagens são sim obviamente capazes de actos de heroísmo e fazem-nos quando pelas circunstâncias compelidas a isso, mas em maior ou menor grau mostram constantemente uma relutância persistente em praticá-los, ou então se forem dotadas de tal fanatismo ideológico os resultados dessas suas acções acabam inevitavelmente em desastres monumentais com consequências imprevisíveis (claro que por vezes no primeiro caso isso também eventualmente acaba por acontecer, porém isso deve-se sobretudo ao facto de EU odiar ‘finais felizes’… portanto tenham lá paciência, mas comigo ninguém viverá feliz para sempre!)
quem racionalmente funcional iria por exemplo querer para si a responsabilidade ingrata de ter que salvar o Mundo ?!?
aquilo que mais me cativa em escrever fantasia é torná-la realística
não importa quão surreal possa ser o cenário, as personagens que nele se movimentam têm que ser credíveis; e essa sim é deveras grande parte do trabalho: dar estrutura à imaginação
vou sempre relendo e ajustando detalhes, praticamente de forma compulsiva, até aquilo me convencer enquanto leitor e não como seu autor (felizmente que sou suficientemente esquizofrénico para conseguir tal divisão de tarefas ehe)
não fossem as paranóias e a preguiça que cronicamente possuo, e acho até que o meu verdadeiro sonho seria ser escritor… isso ou PORNSTAR
com calma, aproveitei esta tarde e reconstruí finalmente tudo o que havia perdido do IV volume da saga «aMdI» no último crash do meu PC há uns anos atrás, agora sim irei trabalhar deveras na sua conclusão, estou a ponderar em alguns twists novos que posso vir a nela incluir ao longo de determinados pontos-chave sem que isso altere o rumo geral da narrativa que sei que vou contar, apenas com isso dando mais uns quantos graus de profundidade (espero!) à globalidade da obra
após gozar deliciosamente preguiçoso do ócio destes diazitos de férias chuvosas, tenciono deitar-me cedinho, para amanhã descansado, dos meus serões solitários pouco dormidos a fazer coisas inúteis ao computador até os passarinhos cantarem de madrugada, começar então a trabalhar na «aMdI» e talvez até concluir este capítulo pendente antes de regressar a Alcântara a meio da próxima semana
e isso dá-me hoje serenidade nesta tarde de sombras
é como se o Universo descesse à Terra só para me beijar violento
só assim percebo os meus afectos, nesse acto áspero; daí que se julgue que não os tenha ou deles seja de todo incapaz, só por não andar atrás das pessoas aos abracinhos e beijinhos, mandando recadinhos bem queridinhos… isso é tão fácil e banal que (também os sei fazer, porém recuso-me), quando tal vejo e como reage emotivamente quem os recebe perpetuando a coisa, dá-me volta às tripas
venham pois em lugar de flores os trovões, que do céu tombam desastrosos em paixão… de impossível consumação
não sigo padrões normais, até porque o Verão pouco me interessa, ir à praia não é a minha praia … excepto se alguém insistisse MUITO em me levar, o que acaba por se revelar uma lógica redundante pois ninguém me convida uma vez que passo a vida a anunciar que detesto ir
ehe
ai não sei como me aturo; é por isso que em certas ocasiões farto-me, e deixo de falar comigo, simplesmente não há paciência suficiente para tanta maluqueira junta numa só pessoa !
há de facto barreiras arquitectónicas, e regulamentos sociais; tudo isso é real e visa restringir, sem ou com intenção
acima disso tudo isso, porém, insuflado pela minha persistente alienação da Realidade existo EU e insisto em nada disso crer, logo num delírio só meu não me limitando a elas e livre assim agindo arrogante e divino em conformidade com a sua auto declarada inexistência
~> em especial se acompanhado num complemento perfeito por quem inspire/incentive e sirva até pela sua própria forma irrestrita de ser como catalisador a essa criadora megalomania em mim, dando então azo a que no caos do momento se criem memórias que fiquem para a nossa história e daqueles que nos orbitam
quando deveras QUERO coisa alguma no Universo me impede de OBTÊ-LO (pena que raramente o queira com tantas certezas, muito menos se for algo indiscutivelmente importante)
~
até amanhã
[a princípio temi que a NOITE se revelasse um fiasco, mas acabou por se converter num inesquecível monumento da nossa História] ~> com a fasquia tão alta, vamos lá ver de qual modo para o ano a iremos superar (só espero que sim, ou que tenhamos hipótese de tentá-lo!)
e depois do Lobo, aguarda-se o advento dos Escorpiões para breve |m|,
pena só termos calculado mal o tempo necessário para visitar a Feira toda, e gasto momentos a mais na primeira bancada
ainda assim fiquei a conhecer trabalhos fascinantes nomeadamente de autores de BD portugueses, alguns (em especial um desenhador ~>) já até com uma carreira em marcas internacionais como a Marvel
de facto que nem um puto encantado adorei tudo, tanto mais pela companhia divertida de amigos com quem fui… mesmo por vezes tendo que ajeitar as cuecas na cabeça que me caiam para olhos {são coisas minhas!} dando-me quiçá um ar de pirata zarolho (ou apenas de parvo) ehe
há uns tempos atrás à conversa com uns amigos confessara que sempre quisera ir à feira de BD da Amadora (quem segue este ‘diário’ sabe que sou adepto assumido deste género literário, aliás nos últimos anos são os únicos livros que continuo assiduamente a ler) e nunca fora
então nestes dias, sem planear nada com antecipação, resolvemos ir lá esta noite, como ponto de partida para o que depois o divino CAOS quiser e nos der na gana
diria que estou desde ontem entusiasmado como um puto, porém receio que fosse sem intenção reforçar aquele erróneo preconceito sobre a banda-desenhada ser coisa para crianças (todavia caso assim fosse verdade também não teria problema nenhum com isso)
~
até amanhã (há 1h extra esta madrugada, devemos gastá-la bem)
~> a minha mãe diz que só fico bem-disposto/humorado quando me preparo para vadiar ehe !
olhando para o que escrevi aqui durante esta semana pode-se tirar disso uma boa amostra que ateste o quão disperso consigo ser, desde o surrealismo mais profundo passando pelos meus mundanos anseios e épicos disparates que digo sem pudor até às composições mais técnicas e pragmáticas
tudo isso díspar cabe em mim, no complicado e muitas vezes aparentemente incoerente universo que sou
regra geral, certas pessoas só conhecem certas facetas minhas pois só lhes dou permissão para tal reconhecerem, isto sucede especialmente na Realidade offline de que a online é inevitavelmente espelho embora por vezes menos restrita outras mais, consoante as fases da lua em que estou; não gosto de, nem sei, dar-me por inteiro a outrém, até porque acho que ninguém suportaria tal choque… mesmo quem sabe melhor de mim já tem por hábito afirmar que se surpreende cada vez mais comigo (a surpresa derradeira seria um dia não haver surpresas) ~> porém, como diz a canção, estou convicto de que se me revelasse ninguém entender-me-ia
assim partilho determinadas partículas de mim segundo acho ser o mérito de cada um para recebê-las
e isto, acredite-se ou não (apesar de todos os meus profundos abismos em público mais ou menos demonstrados), é só o que jaze à solarenga superfície
pediram-me para explicar como se calcula a MODA no Excel, só que depois verificámos que não funcionava com argumentos não-numéricos (ainda pus-me lá à procura doutra função que fizesse o mesmo para texto, mas sinceramente se a há não achei), então comprometi-me a tentar deslindar uma solução para aquilo
andei às voltas o final da tarde, matutando e experimentando
gosto de resolver problemas lógicos (daí a minha paixão não correspondida pela matemática mais abstracta porém prática, era mau aluno não por ter dificuldade em compreender os conceitos mas porque sou muito desatento e distraia-me perdendo algum dos passos que o professor enunciava ao seu próprio ritmo, e se não perceber o percurso desinteresso-me facilmente pela essência da coisa alheiando-me dela ainda mais; quando depois por precisar vou indagar por mim próprio vejo então que aquilo até tem sentido de ser e apr(e)endo melhor sozinho assim)
parte da questão era facilmente resolvida criando uma coluna fantasma que contabilizasse as repetições de cada nome no fim calculando o seu MÁXIMO, o segundo passo de fazer corresponder esse número ao texto respectivo pretendido na coluna visível é que era para mim mais complicado ou teria sido se não tivesse frequentado aquela formação na semana passada
felizmente que o formador não se limitou ao Word optando por correlacioná-lo com uma abordagem geral do OFFICE nomeadamente do Excel, o que para mim foi muito útil
em especial na fórmula PROCV , pessoalmente já a conhecia enquanto utilizador passivo, contudo honestamente antes nunca atinara em como usá-la correctamente
então foi graças a isso que resolvi a parte crucial do meu problema
criando um processo que de facto consegue calcular a MODA em itens textuais
nesta hora de almoço,
do alto da minha janela para o Tejo;
observo pelo vidro molhado, a chuva que cai ora tímida ora triunfante
e no bater súbito dos estores, apercebo-me da raiva do vento!
fosse poeta, escreveria uma ode toda barroca a essas bravas gotas que pingam espalmando-se sem solução contra o betão, como lhes invejo a destemida queda, fechar os olhos e do mais alto dos céus me atirar sem mais preocupações nem hesitações e gozar apenas o clímax vertiginoso da descida enquanto ela breve porém intensíssima durar
e depois…
ou perder-me no mar, dissolvido entre outros tantos mais corpos caídos
ou embater num radiante esplendor no chão tudo no meu raio de impacto derrubando, feito anjo de hidrogénio;
fosse pintor, e capturaria como ninguém antes ousou o brilho único de cada pingo, seu volume e geométrica idiossincrasia numa tela inédita de causar em todos os olhos que a mirassem fervor, sem aplausos tal seria o assombro constrangedor
infelizmente dessas artes nenhum dote tenho,
só percebo pouco que chegue para escrever ofícios e gráficos desenhar
oh fosse dotado nalguma dessas artes, e quantos amores para mim não desencantaria?!
um meu solfejo ao preço dum beijo
ontem vacinei-me contra a gripe (tal é minha tradição anual)
contudo correu tão bem (até com surpresa a nível sintomático), que considero seriamente a hipótese de ter dalguma forma inconsciente ultrapassado o meu receio por agulhas a espetarem-me
ora isso significa que posso por fim pensar em fazer tatuagens, ou drogar-me… quiçá mesmo fazer ambas as coisas (porque não?) !
ehe agora sim: vai começar a diversãopowered by heroína
~
até amanhã
~> e depois talvez tenha alucinações religiosas, que me façam redescobrir os caminhos da fé fazendo de mim uma pessoa atinada; tudo graças à Droga:
[o que curto mais aqui são os efeitos sonoros ihih]
lava-se o fim de Outubro com finalmente chuvas e ventos de Outono, em preparação para a minha noite a vir daqui a sete dias
única ocasião anual em que Olsa ganha pelas horas até o sol raiar forma, livre de me habitar enquanto passo EU liberto do peso da material existência no seu lar da minha alma abismo por esses momentos a sonhar
sortilégio com data certa que sem saberem disso a razão os antigos já por instinto temiam tanto
φ
once night a year when the old son’s light
starts to fade then dies on the heavy skies
It comes empowered by all’s imagination
opening the eery gates of the nether world
and shaped as me the hole crosses through
so that the whole of my lies becomes true
fomos esta noite para ir ver OS TRÊS MOSQUETEIROS, ia sinceramente mais pela companhia (há meses que não saíamos um com o outro) e para comprar os meus bilhetes para 31 de Outubro (que comprei!!! |m|,) do que por me apetecer ver mais uma versão extravagante desse clássico
enquanto esperávamos a nossa vez na bilheteira, reparei que «Crazy, Stupid, Love» ainda estava na última sala, o trailer havia-me cativado e senti então subitamente pena de não o ter apanhado (sim tem a Marisa Tomei, uma das minhas actrizes fétiche desde Untamed Heart… no fundo o que sou é um grande lamechas, mas não o conto a ninguém)
por sorte a nossa primeira escolha só havia em 3D e nenhum de nós dois gosta muito disso, desse modo decidimos ir ver outro qualquer e num impulso contra-natura sugeri logo que fôssemos a Amor Estúpido e Louco
dito e feito
e ainda bem
o filme foi-se revelando com calma uma muito boa surpresa superando as minhas expectativas para mais uma comédia com o Steve Carell
é um drama familiar sobre relações que terminam e re/começam (~> à laia duma shakespeareana noite de Verão; e com um inesperado twist muito bem escrito junto ao aparatoso clímax perto do final do enredo), oscilando entre momentos trágicos e outros absolutamente hilariantes ou uma confusa mistura emocional de ambos que deixa o espectador sem saber muito bem como reagir… se ri ali ou não
gostei muito, e recomendo a quem ainda for a tempo
adorava perceber para que serve uma rampa manual dobrável sem pega ou outra forma de a abrir num autocarro supostamente acessível e assim publicamente assinalado?
seria fascinante conhecer o génio da engenharia que concebeu tal conceito! a sério; só para tentar compreender tal ideia tão desprovida de sentido pragmático ~> de que me serviria a CARRIS, por exemplo absurdo extremo, tornar toda a sua frota ‘acessível’, montando nos seus veículos plataformas destas impossíveis de desdobrar??! pffffffffff
haverá coisa mais inútil?! é algo que sim existe e está lá, todavia para nada serve pois não lhe é por grave defeito possível cumprir a função específica para que foi destinada: é tipo um eunuco ser sultão dum harém
claro que como a senhora motorista não conseguiu abri-la para EU entrar (nem os passageiros que simpáticos também tentaram ajudar), tive que ficar na paragem à espera do próximo carro da tarde
tencionava ter lanchado num dos muitos Cafés que atravesso, ainda me estacionei no cantinho duma dessas esplanadas
mas depois a minha mãe perguntou-me então o que queria pedir
e só a ideia de ter que tomar aquela banal decisão (se bem que sem poder entrar no estabelecimento e ver em pessoa o que lá de facto havia, devido aos degraus do lado de fora) dissuadiu-me por completo de tal apetite, e resolvi não perdendo mais tempo em frivolidades vir comer cá a casa
~> detesto mesmo ter que decidir… no momento, para mais à toa [é algo deveras patológico em mim; que tende a retrair-me a qualquer impulso que tenha]
até porque pão, chá ou café também tenho aqui comigo, escuso de estar a comer isso na praça pública entre estranhos ihih
ontem todo entusiasmado pelo aproximar da hora duma mini maratona televisiva a ver umas das poucas séries que ainda sigo na televisão e PUMBA a TvCabo (sei que agora é Zon, mas é um nome piroso e recuso-me a utilizá-lo) foi abaixo
grrrrrrrrrrr !
segundo a minha mãe o sinal só voltou esta manhã
fiquei danado !!, para mais deitei-me e um mosquito zumbiu-me à cabeça a noite inteira
é espantoso como consigo com tudo isso manter a minha boa-disposição natural ehe
e lá vim (acompanhado pela minha mãe, caso contrário perdia-me decerto… até porque a dada altura disse-lhe que me parecia estarmos a andar no sentido inverso, ao que ela já habituada ao meu desnorte apenas encolheu os ombros sem muitas mais explicações geográficas), meio pela calçada meio de autocarro, dos EUA passando por Roma até chegar ao Parque da Bela Vista sem demorar quase uma hora inteira no trajecto
o que vale é que esse percurso é todo feito por passeios largos e rebaixados nas passagens de peões, excepto ironicamente na paragem frente a minha casa
fiquei com vontade de me passear mais vezes por lá, mas sozinho é que não (sou um caso perdido… literalmente) !
~
até amanhã
(o Word afinal é o 2003) … ~> mas já aprendi uns pormenores que por acaso antes nunca me dera ao trabalho de descobrir
fui esta tarde ao Casino com uma amiga mais o irmão dela e a respectiva namorada (agora dois novos simpáticos conhecimentos meus ~> e ainda há quem me chame antissocial!, ok a maioria das vezes sou quem me chama tal, mas isso não interessa de momento ihih) ver a peça com o Miguel Guilherme e o Bruno Nogueira «É COMO DIZ O OUTRO»
uma dinâmica hilariante entre dois homens obrigados a passar o dia juntos trabalhando num cubículo dum qualquer departamento público num prédio duma grande cidade
atirando temas de conversa para vencer o seu diário tédio funcional um ao outro, vinculados à sua mútua e irreconhecida ignorância das coisas que discutem, acabando esses diálogos inevitavelmente em imensos disparates ditos de profundas proporções surreais
é quase 2h só a rir, tanto que por vezes até cansa, e saí de lá com uma ligeira dor de cabeça… mas é uma dor boa
e adorei o cenário de fundo dinâmico, fiquei fascinado por esse pequeno e delicioso detalhe que talvez até possa ter passado desapercebido a muitos
soube ontem há tarde que para a semana vou estar 5 dias fora de Alcântara em formação, vai ser a primeira desde que comecei a trabalhar, já me tinha proposto várias vezes a diversas especialmente nos últimos anos, mas antes vieram sempre recusadas (aliás esta também o foi, porém ao que parece surgiram vagas e fui repescado)
é do WORD
embora confesse que de facto no de 2007 ainda há coisas que quando preciso ando um bom bocado de tempo à nora para achá-las nos novos menus, já para não falar no de 2010 esse então nunca lhe pus a vista em cima, portanto tenho esperanças de apesar de tudo vir a ser uma aprendizagem produtiva
e de qualquer modo sempre serve para engrossar o CV
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até amanhã
~> e claro hoje que queria deixar o meu serviço devidamente arrumado tinha que ser um daqueles dias em que acontece tudo e ao mesmo tempo e com urgência coisas para redigir e enviar, mapas que não abrem e atrasam os dados também para serem enviados, … foi uma FESTA bah; o que vale é que lá consegui resolver 99% das coisas e a percentagem restante a bem ou a mal improvisei, deixando no fim tudo despachado como inicialmente pretendia (~> refilo com os meus botões, mas até gosto deste caos todo: desperta-me da rotina)
Não sou nada mais senão uma sombra que em delírio sonha existir; um reflexo perdido num suspiro dum anjo esquecido! Sou o breu que realça a luz da vela, que jaze noutra morada.
miragem
irremediavelmente enamorado pelo astral reflexo no lago, ousa insano o touro sonhar com a lua casar, assim afoga-se ele imaginando asas ter e com ela copular